O Tempo e os Cabelos Liláses


Se ainda houvesse um tipo de razão para viver;
Dizer-se-ião que viveria em vão...
Mas quem poderá dizer quão vão é o vão que não é seu próprio vão?
O tempo não existe sem nós,é apenas dentro e para ele que existimos.
O tempo se cansaria de passar,se não houvesse quem falasse e sentisse sua passagem.

O tempo é vento,o tempo é mudo,o tempo é nulo.
Sua voz é o timbre tolo,do eco do mundo...

E o mundo é a ideia estúpida ou bela que se faz dele.E só. Só isso.Nada que passe.
Ideias,ideias!

Não as do papel,mas sim,as ideias do ponto de ônibus,as ideias por baixo dos passadouros...
Ideias tão nítidas,que não ocupam muito tempo,não vivem em tempo algum.

Que fogem nas vagas distrações,que fogem dos carros.


E o tempo não sabia de nada,
O tempo o tempo todo,tentou se esconder.
Mas cabia em quelquer tragada de ar,um pouco de tempo e era apenas controlar o ar e os olhos...
E controlar antes,embora inutilmente,a cabeça de voar leve no balão,que pensava ser o da menina dos cabelos liláses.

O tempo passa,sem deixar tempo pra pensar no tempo.E de tanto pensá-lo,restam apenas repetições e por mais que exista tempo,o que dúvido,ele jamais se abaterá sobre a menina de cabelos liláses e sua saia de balão que se eleva nas nuvens.

ps: Traumatismo pós prova.

3 comentários:

bruna 25 de agosto de 2009 12:30  
Este comentário foi removido pelo autor.
bruna 25 de agosto de 2009 12:31  

Lindo Alice. Adorei todos. Mas este ta maravilhoso! *-*

Alice Gabriella 26 de agosto de 2009 09:48  

Obrigada,Brubs *----------*

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