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Ele não tinha horários,
Mas costumava vir a noite.
Seu corpo ágil serpenteava
por entre as pesadas mantas
e a puxava conta si com
um ato entre mavioso e violento.
Eles viviam sempre em meio 
a paradoxos.


Tomavam-se 
Como duas crianças que descobriam
esconderijos secretos na
Nudez sagrada o outro.
Nunca perguntavam-se sobre o destino...


Ele sabia que um dia ela partiria.
Ela era apenas um dia agradável de maio.
Daqueles feitos para durar bem pouco

Não podemos pedir a um dia que dure mais do que o permitido.
Quando um agradável dia de maio estende-se,
ele poderá tornar-se escuro e distante ou
você perderá a ternura que lhe devota e passará a odiá-lo.


Era assim que se amavam.
Ele a ela em um silêncio penitente,quebrado apenas pela volúpia.
Ela a ele por lhe dar razões para permanecer embora soubesse que ela fora feita para
andar,como esses espíritos do ar.
Porem se em frêmito as carnes encontravam-se era ali que algo maior que o amor era testemunhado.
Eles fariam estremecer o Céu
E comover o Inferno.


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Dois amantes emanando liberdade,urro e secreção.
Cansaço e posse.
Ali.


Um segundo.
Livres,para serem os amantes que nunca mais seriam.


1 comentários:

bliss 17 de dezembro de 2009 10:38  

conheci alguém que dizia que a noite de natal tinha 25h para quem não acreditava e ficava acordado a noite toda.

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ahn?

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